quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Coisas que constroem o sorriso de uma emigra.

Sopa de tomate. Recantos da casa a que damos o nosso jeito. Encontros imediatos com a natureza. E encomendas cheias de amor e sabor (a Portugal!)

Porque o sorriso esta semana, embora ainda não seja O sorriso habitual da Nani, já tem vindo a instalar-se no coração. E é lá que ele faz mais falta.
O domingo fez-se de volta da minha série de eleição, Downton Abbey, e uma sopa de tomate à portuguesa.

- 1 lata de tomate aos pedaços
- Oregãos (à falta disso, tinha cá Ervas de Provence, que têm um nome muito mais chique e também contêm oregãos)
- 1 cebola
- 1 ou 2 dentes de alho
- 1 ovo
- Azeite
- Sal

Refogar ligeiramente a cebola e os alhos em azeite, até que as rodelas de cebola fiquem transparentes. Acrescentar-lhe o tomate em lata, envolvendo tudo bem. Deixar levantar fervura e baixar o lume, para que cozinhe lentamente. Acrescentar sal (e pimenta, que eu não tinha!) a gosto. Deixar que o tomate cozinhe, ir provando para não deixar apurar muito. Se começar a desaparecer líquido, acrescentar um pouco de água a ferver (dependendo de quão líquida se queira). Quando achar que está quase pronta, deitar-lhe o ovo e não mexer, para deixar que escalfe. Deitar oregãos a gosto e quando o ovo já estiver com uma bonita película branca, servir.

Para as refeições tenho escolhido a sala de estar, onde fizemos algumas alterações e onde me sinto agora muito mais à vontade (terá algo a ver com as mantas novas que envolvem o sofá. e o feng shui, claro).
Na sexta-feira fui acordada pelo correio. Trazia uma encomenda para mim, com uma mistura deliciosa de cheiros (e sabores!) de Portugal. O meu queijo favorito, alheiras, farinheiras, o doce de tomate da mãe, um chourição e uma pen drive cheia de séries, gravadas pelo pai!
Foi um presente caído dos céus e tem-me feito as delícias... tanto as séries como a comida! É bom, saborear aquilo de que somos feitos.

E por fim, não esquecer os doces passarinhos que habitam por aqui, pretos com peito branco, e que têm um cantar inconfundível (e algo estridente). Aparecem-nos pelo caminho, saltitam, dizem-nos adeus e partem, sem mais. E fazem pessoas tontas como eu sorrir.


Oh, já me esquecia de mais uma coisa. O chá de camomila. Sim, a rotina de fazer um chá de camomila e levá-lo para o quarto, para o beber já quase frio antes de dormir. Também ajuda, o chá. Nisso do sorriso.

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