sexta-feira, 13 de março de 2015

In Glasgow (for a conference) - 3 and 4 December 2014


Levantar cedo. Apanhar um comboio até à Escócia. Não podia ser mais emocionante! E logo eu, que adoro comboios! Ia participar numa conferência, onde iria apresentar um poster!
Apesar do sono e da hora matutina, o entusiasmo ultrapassava tudo! Ia viajar para outra cidade - outro país! -, passar a noite lá, e no dia seguinte participaria numa conferência, completamente sozinha! Glasgow esperava por mim! 





Lembro-me de ver a paisagem a mudar, à medida que o comboio avançava norte acima! Tornando-se cada vez mais austero.
Bebi um chocolate quente para acalmar os nervos, acompanhada pelas notas do poster, que fui relendo caminho fora.
Aproveitei também para escrever, tomando nota do que via e sentia. As viagens de comboio aguçam tanto a inspiração...

À chegada, deparo-me com uma estação enorme! E muito bonita! Tenho uma coisa com estações... fazem-me sempre pensar em encontros, em abraços e em saudades que se podem finalmente matar... sim, fazem-me pensar em amor!

Gosto do burburinho, das malas de viagem que rolam nos pavimentos, da pressa das pessoas e da graça que é tentar adivinhar se chegam ou estão prestes a ir.

Estava curiosíssima com a cidade, era hora de começar a explorar.

Vi bastante da cidade, depois de ir deixar a bagagem ao hostel onde iria passar a noite (esse sim, assustador!). Nada que me enlouquecesse - não achei uma cidade nada extraordinária - mas fartei-me de caminhar.










Gostei das pontes, da variedade de edifícios, colados uns aos outros sem qualquer tipo de regra arquitectónica a organizá-los.

Gostei da ponte com os cadeados...
Gostei da arte.

Não tenho muito a dizer das pessoas... pelo menos, nada de especialmente positivo.


Não gostei mesmo nada do meu quarto, que embora fosse pertíssimo do hotel onde a conferência ia ter lugar, era decrépito!
E as pessoas que lá trabalhavam tinham um ar tão... duvidoso.

Quando lá cheguei à porta, depois de jantar, tinha um grupo manhoso por lá, a meter-se com quem passava. Depois ouvi, através do intercomunicador, o recepcionista a mandá-los embora.

Fiz uma manobra de quem quer passar despercebido e na verdade não está nada interessado em ir para ali, e quando os vi virar costas, entrei a correr.




Palavra de honra que até descobri uma mancha vermelha nos azulejos da parede da casa de banho, que eu jurei a mim própria ser do inquilino anterior, que havia sido ali assassinado!! E tinha um alçapão no quarto, eu só pensava quando é que me aparecia alguém por ali... palavra de honra que dormi tão mal... Mas a cidade também não se me afigurou segura, acho que teve que ver com isso.


Enfim, no dia seguinte lá me "empiriquitei" (a luta que foi para decidir a roupa, e a maquilhagem, e tudo... queria estar perfeita!), e lá passei o dia junto ao meu poster, orgulhosamente feito por mim, e impresso em Manchester. Inclusivamente encontrei a minha orientadora de Manchester por lá (tratava-se da conferência anual da Ordem dos Psicólogos Britânicos).

Mais um objectivo, conseguido com trabalho, com empenho... e com coragem!


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