segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Segunda-feira. Um monte de trabalho e a operação canja.

Hoje foi dia de imenso trabalho. Mas não daquele que dá gosto... foi antes daquele que nos dá dores de cabeça!
Eu não me considero uma pessoa muito inteligente. Tão-pouco me considero organizada. Talvez por isso, gosto de pegar numa tarefa e levá-la de fio a pavio - concentrar-me numa só coisa e fazê-la bem. Como diz o meu pai, "servidor dedicado"!
Acontece que a supervisora que me calhou é a total antítese disto. Está metida em vários projectos gigantes - investigações, auditorias e candidaturas a financiamentos pelo serviço de saúde - em simultâneo, com diferentes prazos e exigências. Resultado: vou ao seu gabinete, combinamos que vou fazer uma coisa; quando me sento frente ao meu computador já tenho um email dela a pedir-me para fazer outra coisa.
Da mesma forma, passados três dias de eu ter cumprido uma tarefa que ela me pediu (e que me levou uma tarde ou um dia a fazer), manda-me um email a dizer que sabe que eu já fiz isso, mas precisa que eu faça outra vez... ou porque não encontra o email, ou porque precisa daquilo mas com umas ligeiras diferenças (ou porque não lhe apetece procurar).
Ou seja: quando estou a meio de uma tarefa, que me demorou tempo e neurónios a perceber, a dominar e a realizar, ela lembra-se que precisa de qualquer coisa noutro projecto diferente, para o qual já trabalhei a semana passada e com o qual já não estou familiarizada - estás a ver essa pesquisa que fizeste há duas semanas? Preciso que a faças outra vez! Mas desta vez em cor-de-laranja!
Puf...
E aparte deste dia terrífico, cheguei a casa e decidi concentrar-me na operação canja - ressuscitar os sabores caseiros. Escusado será dizer que não ressuscitei coisíssima nenhuma - até porque coloquei aquilo que eu achava ser caldo de galinha, mas que deixou a sopa castanha e sem sal.
Enfim, não obstante a minha falta de inteligência, o facto é que não há canja como as do papá e da mamã, e comida em casa -, mas esta lá aconchegou o estômago e entreteve a cabeça... E quem ganhou com isto foi a gata Beebee, que teve direito à pele do frango (mas não digam nada à rapariga francesa, que ela acha que não se pode dar comida à gata porque senão ela não nos sai da porta... oui oui, quèlle probleme).
Ao menos desta vez consegui levar uma missão do princípio ao fim...!

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