Eu não me considero uma pessoa muito inteligente. Tão-pouco me considero organizada. Talvez por isso, gosto de pegar numa tarefa e levá-la de fio a pavio - concentrar-me numa só coisa e fazê-la bem. Como diz o meu pai, "servidor dedicado"!
Acontece que a supervisora que me calhou é a total antítese disto. Está metida em vários projectos gigantes - investigações, auditorias e candidaturas a financiamentos pelo serviço de saúde - em simultâneo, com diferentes prazos e exigências. Resultado: vou ao seu gabinete, combinamos que vou fazer uma coisa; quando me sento frente ao meu computador já tenho um email dela a pedir-me para fazer outra coisa.
Ou seja: quando estou a meio de uma tarefa, que me demorou tempo e neurónios a perceber, a dominar e a realizar, ela lembra-se que precisa de qualquer coisa noutro projecto diferente, para o qual já trabalhei a semana passada e com o qual já não estou familiarizada - estás a ver essa pesquisa que fizeste há duas semanas? Preciso que a faças outra vez! Mas desta vez em cor-de-laranja!
Puf...
E aparte deste dia terrífico, cheguei a casa e decidi concentrar-me na operação canja - ressuscitar os sabores caseiros. Escusado será dizer que não ressuscitei coisíssima nenhuma - até porque coloquei aquilo que eu achava ser caldo de galinha, mas que deixou a sopa castanha e sem sal.
Enfim, não obstante a minha falta de inteligência, o facto é que não há canja como as do papá e da mamã, e comida em casa -, mas esta lá aconchegou o estômago e entreteve a cabeça... E quem ganhou com isto foi a gata Beebee, que teve direito à pele do frango (mas não digam nada à rapariga francesa, que ela acha que não se pode dar comida à gata porque senão ela não nos sai da porta... oui oui, quèlle probleme).
Ao menos desta vez consegui levar uma missão do princípio ao fim...!
Sem comentários:
Enviar um comentário