terça-feira, 16 de setembro de 2014

Um novo dia

Hoje voltei a fazer um pouco de clínica. E o meu coração voltou a respirar um bocadinho.
Troquei os computadores por pessoas reais. E soube bem. Deparei-me com situações difíceis e soube lidar com elas. Senti-me orgulhosa de mim!
Depois cheguei a casa e tinha uma encomenda. O cheiro da minha casa saía de cada poro da pequena caixa. Nela vinham mimos, beijos, sorrisos.
Aproveitando isso, enrolei o cabelo, pus um brinco novo, enrolei o lenço novo ao pescoço e fui às compras, de cabeça erguida. Quis acreditar que o cheiro do meu lar se me ia colar à pele e acompanhar-me até ao Aldi.
A caminho de casa, dei por mim com um vaso de coentros debaixo do braço, rua fora, a pensar na vida. Agarrei-me ao vaso com força como se fosse, ele próprio, a sensação boa que me vinha a dançar no peito. Quem me dera não a largar mais.

1 comentário:

  1. Essa encomenda também levava Saudades. E Vontades.
    E Desejos.
    De te ouvir dizer que, volta e meia, te surpreendes: com o som dos teus risos, com a tua voz que trauteia uma qualquer canção ou com o toque suave dos teus pés no soalho num qualquer passo de contemporânea.
    Desejos de saber que, cada vez mais, tens encontros com momentos felizes.
    Uma mãe expectante.

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